População nordestina Pede Guarda Municipal.

O clima de insegurança reina entre os passageiros e pessoas que trabalham, à noite, no terminal de ônibus do Antônio Bezerra. Segundo denúncias que chegaram à redação, após as 18 horas, o terminal deixa de contar com a presença de guardas municipais. O problema estaria ocorrendo há cerca de um mês, gerando medo, sobretudo, nos usuários.

À noite, ocorrem brigas entre motoristas e passageiros alcoolizados FOTO: KIKO SILVA
No sábado, a reportagem do Diário do Nordeste foi ao terminal e constatou a veracidade da informação. Na data, por volta das 19 horas, não foi encontrado nenhum Guarda Municipal no local e diversos passageiros ratificaram a denúncia chegada ao jornal através de telefonemas.

Até mesmo a vendedora de um boxe, que preferiu não se identificar, ressaltou que trabalha no período da noite temerosa. "Tem sábado que não há vigilância antes mesmo do fim da tarde. Agora, o ruim mesmo é depois de uma da madrugada até as 5 horas", disse ela, adiantando que o terminal fica praticamente vazio neste intervalo e completamente inseguro.

Também a estudante do Ensino Médio, Lorena Costa, confessou seu medo em frequentar o terminal no período noturno. "Nunca fui roubada, mas a gente observa pessoas esquisitas e outras falam que são marginais", ressaltou, queixando-se da falta de policiamento.

Ocorrências
Até mesmo uma fonte que trabalha no Sindicato das Empresas de Transportes e Passageiros do Estado (Sindiônibus) confirmou que, nas tardes de sábado, já começa a dificuldade para encontrar alguém para atender qualquer ocorrência relacionada às brigas ou aos furtos.

"A Guarda Municipal só dá expediente até as 18 horas", informou, explicando que, às vezes, acontecem confusões entre usuário e motoristas na plataforma, no momento do embarque. "No fim de semana, são mais frequentes os desentendimento nas fila. Alguns passageiros que trafegam até armado", cita.

Lembrou que, no último dia 30, um homem armado subiu no carro da linha 71, que faz o percurso Antônio-Bezerra Mucuripe, e assim que saiu do terminal assaltou os passageiros.

No dia seguinte, fato semelhante ocorreu na linha 79, Antônio - Náutico. "O cobrador levou duas coronhadas de revólver na cabeça", citou, acrescentando que o policiamento da Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops) foi chamado ao local.

No sábado, a reportagem não conseguiu localizar guardas municipais no terminal e encontrou a sala onde eles ficam fechada. A pessoa que estava encarregada da administração do terminal não quis se pronunciar.

Através da Assessoria de Comunicação, o diretor-geral Guarda Municipal e Defesa Civil, Arimá Rocha, informou que todos os terminais da cidade dispõem normalmente de vigilância nos três turnos, manhã, tarde e noite. Registros diferentes disso, a própria população pode denunciar pelos telefones 3452.2438/ 3452.2441 ou pessoalmente, na Corregedoria do órgão, na Rua Assunção 390, Centro. Enquanto isso, a Empresa de Transportes Urbanos de Fortaleza (Etufor) não foi localizada.

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