Guarda Municipal pode paralisar atividades após atentado a tiros em Londrina

A Associação da Guarda Municipal de Londrina deve chamar uma assembleia para discutir a possibilidade de uma paralisação da categoria. Na noite da última segunda-feira (16), uma equipe sofreu um atentado a tiros no Jardim União da Vitória, na zona sul. Temendo por situações de risco, os profissionais pedem o uso de armamento.

O presidente da associação, Fernando Ferreira das Neves, informou que o secretário municipal de Defesa Social, coronel Rubens Guimarães, chamou uma reunião com parte do efetivo na manhã desta quarta-feira (18). O chefe da pasta declarou que não sabia da ameaça recebida pela corporação e prometeu não colocar os profissionais em situações de risco.

"Um cidadão desconhecido, no último dia 12, no telefone da Guarda através do 153, disse que se qualquer viatura fosse vista patrulhando o Jardim União da Vitória seria recebida a tiros", contou Neves. Na noite de segunda-feira (16), o prefeito Alexandre Kireeff estava em uma reunião no CAIC do bairro, um assessor viu atitude suspeita por parte de uma pessoa que estava do lado de fora do prédio e acionou a corporação.

Duas equipes foram enviadas à região e, enquanto uma delas ficou no CAIC, a outra iniciou um patrulhamento no entorno. Um motociclista em uma CB-300 passou a seguir o automóvel e disparou contra ele, ao perceber que os guardas haviam notado a sua presença.
Já no CAIC, que fica ao lado de uma Unidade do Paraná Seguro (UPS), da Polícia Militar, o clima foi de normalidade e cordialidade.

"O secretário disse que não tinha ciência, que essa ameaça não chegou ao conhecimento dele. Por esse motivo, por falta de comunicação e informação, os guardas foram colocados nessa situação de risco", comentou.

Risco de paralisação
Fernando Ferreira das Neves informou que há um risco de aquartelamento da Guarda Municipal. Ele disse que o secretário já prometeu o curso de tiros para todo o efetivo, mas a categoria quer celeridade. O coronel Guimarães também já ressaltou à categoria que as aulas serão ministrados a todos, mas o uso das armas será restrito a operações especiais e patrulhamento em locais de risco.

"O secretário defende que a Guarda é um órgão muito mais comunitário do que um órgão policial. Eu concordo sim que é um órgão comunitário, tem que ser comunitário, mas eu não vejo necessariamente que o fato de um guarda estar ou não portando arma seja menos comunitário. A arma não é nossa ferramenta principal, que é o diálogo, a conversa, é simplesmente uma garantia para situações extremas", defendeu.
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