Chefe da GM garante que escala de trabalho não prejudica horas extras

Novo comandante da Guarda Municipal de Uberaba esclarece que escala de trabalho implantada desde o dia 1º de novembro não prejudica a realização de horas extras e, consequentemente, não reduz o salário da corporação. Ele admite que o efetivo é pequeno, mas afirma que edital de processo seletivo deve abastecer a corporação com mais 120 guardas municipais este ano ou no início de 2014.
De acordo com Weslley Marcelo Massako, a Guarda conta hoje com apenas 118 servidores, mas para solucionar este problema já está em processo adiantado um edital para a contratação de mais 120 guardas municipais através de processo seletivo. “Em se tratando de segurança pública, nenhum número é suficiente hoje em dia. E se eu falar que a contratação desses 120 guardas poderia resolver toda a demanda, estaria exagerando, mas ajuda bastante”, avalia.

Sobre a mudança na escala de trabalho, Massako explica que na verdade o novo método veio apenas tornar mais transparente, clara e organizada a distribuição de dias de serviço e folgas entre os guardas, a qual fica fixada em quadro da área comum do prédio da corporação. O comandante afirma que, por força de estatuto, o servidor público trabalha 30 horas semanais. Como o serviço desempenhado pela Guarda Municipal deve ser ininterrupto, foi preciso criar uma escala que englobasse sábados, domingos e feriados, mas que também permitisse o descanso aos servidores. Pelo esquema, a cada cinco dias de serviço o guarda tem uma semana com três folgas e outra com duas, o que totalizaria 10 dias de descanso contra os oito do esquema antigo, o qual possuía erros e falhas.

Para Massako, ao invés de impedir horas extras, o novo esquema controla quantos guardas estão realmente em serviço e permite que os servidores escolham os períodos de folga para solicitar, por escrito e espontaneamente, a disponibilidade para a hora extra conforme a demanda. “Hoje, temos pessoas que têm outro trabalho além da Guarda Municipal. Na hora de fazer a escala para essas pessoas foi respeitado isso e não foi alterado o horário de trabalho para fazer a conciliação, pois entendemos o desejo do segundo trabalho, desde que cumpram bem a nossa atividade.”

Patrulha do Silêncio. Hoje a GM recebe por fim de semana de 150 a 200 chamadas, mas, devido ao efetivo, consegue realizar de três a quatro ocorrências por dia com atendimento de uma a duas horas. O comandante lembra que a responsabilidade pela Patrulha é de um grupo de corporações, entre elas a Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros, que também devem atender ocorrências de perturbação da ordem e do sossego, o que na prática não acontece e sobrecarrega a Guarda Municipal.

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