Cães da Guarda Municipal de Curitiba PR, são doadores de novo banco de sangue canino.

Fred, um rottweiler de 2,5 anos de idade e que “trabalha” na Guarda Municipal de Curitiba, foi um dos primeiros doadores, na manhã desta quarta-feira (12), de um banco de sangue canino que está sendo montado de Curitiba. O banco de sangue é particular e foi montado para ajudar em situações de emergências veterinárias.

Cães vítimas de atropelamento, intoxicação, câncer e doenças transmitidas por vetores têm na transfusão de sangue uma esperança para sobreviver. O problema é que esse tipo de doação ainda não se tornou uma prática entre os donos dos animais, o que significa nem sempre ter sangue disponível quando um bicho precisa. Quando um animal necessita de sangue, o dono sempre procura alguém que tenha um cachorro grande que possa doar o sangue, em um processo quase imediato: saí de um bicho e vai para o outro.


 “O banco de sangue canino é uma iniciativa positiva. Além do controle de saúde, os animais irão receber sangue com procedência e tudo gratuitamente”, comenta o diretor da Guarda Municipal, Cláudio Frederico de Carvalho.
Podem doar sangue cachorros com 25 quilos ou mais, com idade entre um e oito anos, sem raça específica.

Os dez cães da Guarda Municipal (labrador, pastor alemão, pastor belga malinois, rottweiler e gold retriever) já doavam sangue esporadicamente, quando algum hospital veterinário precisava. “Com o processo de formação do banco de sangue canino, a Guarda Municipal se tornou uma parceira do projeto. Os cães doam o sangue e ajudam a si mesmos e à sociedade”, disse o supervisor da Guarda Municipal Antonio Carlos Moreira Flausino.  “Como os cães trabalham no controle de distúrbio civil e no faro de entorpecentes, nem sempre estavam disponíveis para doação. Com o banco, todos saem ganhando”, afirmou Flausino.

O médico veterinário João Amádio diz que muitos cães morrem por falta de sangue na hora da necessidade. “Com o centro de hemoterapia canina, os proprietários de cães vão poder contar com sangue analisado e de procedência garantida” explica.

 Os médicos veterinários terão acesso ao sangue inteiro e seus derivados de alta qualidade e máxima segurança. A tecnologia permite transformar uma bolsa de sangue em outras três: uma com concentrado de hemácias, outra com concentrado de plaquetas e, por último, a com plasma. O tempo de estocagem e conservação desse material pode variar de 21 dias a um ano.


Grupos sanguíneos

Foram catalogados mais de 20 grupos sanguíneos caninos, porém apenas seis apresentam importância na medicina transfusional, segundo o DEA - Antígeno Eritrocitário Canino. Cães de uma mesma raça podem ter tipos sanguíneos diferentes, assim como cães de raças diferentes podem ter o mesmo tipo. “Quanto mais o dono se preocupa com a saúde de seu mascote, mais ele poderá ajudar a salvar outros animais”, explica Amádio, informando que além dos cães da Guarda Municipal, outros proprietários de cães podem participar da montagem do banco de sangue canino de Curitiba. “Quanto mais doadores, maior a variedade de sangue estocado e mais animais podem ser salvos”, explicou.
Para doar sangue canino, interessados podem ligar para os telefones (41)  9171-8289 e 8887-4949 ou enviar email para contato@pettransfusion.com.br

Fonte: http://www.curitiba.pr.gov.br/noticias

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