Guardas Municipais de Curitiba recebem Aulas de Libras.

Para facilitar a comunicação com pessoas com deficiência auditiva, servidores da Guarda Municipal que passam pelo Bom Retorno assistem a aulas básicas da Língua Brasileira de Sinais (Libras). O programa é obrigatório e, desde que foi criado, em 2013, já qualificou servidores em 3.450 treinamentos no retorno de férias ou de afastamentos temporários. No mínimo, cada guarda passou por quatro treinamentos.


A prática e a difusão da Libras nos serviços públicos foram regulamentadas em 2005, três anos após a publicação da lei federal que reconheceu a linguagem como meio de comunicação oficial de inclusão social para pessoas com deficiência auditiva. Há dez anos na corporação, o guarda municipal Adriano Pereira, formado em pedagogia, usa seus conhecimentos em Libras para dar aulas aos colegas nos treinamentos do Bom Retorno.

“Nós servidores estamos em contato com todo tipo de situação e com várias pessoas. Temos de ter uma noção ao menos básica de Libras. A intenção é promover a inclusão social e aprimorar a comunicação dos guardas com os cidadãos”, diz o GM Adriano Pereira.

O instrutor realiza ainda oficinas para o Projeto da Guarda Mirim de Curitiba e, atualmente, desenvolve tese de mestrado sobre a percepção da Guarda Municipal em relação ao surdo. “É uma forma de encarar o surdo como cidadão que tem acesso a um atendimento de qualidade”, destacou.
A guarda municipal Elaine Marina Zeferino trabalha no grupo de Teatro de Fantoches da Guarda Municipal, onde coloca em prática sua capacitação em Libras. “As aulas têm nos auxiliado muito em diversas ações comunitárias, como nas oficinas de libras ministradas aos guardas mirins “, diz.
Para o guarda municipal Sidney Filardo, o curso de libras ajudar a qualificar o servidor no atendimento à população. “Em especial quanto à necessidade de estabelecer uma comunicação eficiente com o cidadão com deficiência e, assim, poder entender, assimilar e traduzir as informações”.

Professora e tradutora de Libras licenciada pelo Ministério da Educação, Liliam Camargo apoia a iniciativa do aprendizado da linguagem pela Guarda Municipal pois considera fundamental que os surdos tenham este tipo de atendimento específico como usuários de todos os serviços públicos. “Na Guarda Municipal, no momento da abordagem, é importante ter esse conhecimento para saber identificar a pessoa com deficiência e não confundir mímica com Libras, que é uma língua estruturada, organizada e respeita regras gramaticais próprias”, explica. Para ela, a comunicação ajuda a garantir que o cidadão com deficiência auditiva tenha seus direitos garantidos.

Da:SMCS
ACM – Assessoria de Comunicação e Mídias da Guarda Municipal de Curitiba
Fonte:https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=1895313624030092&id=1730496103845179

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